terça-feira, 30 de julho de 2013

É do nosso ROSA!


João Guimarães Rosa, um mestre que me inspira. E hoje um pouco sobre sua obra mais linda: Grande Sertão: Veredas.

Grande Sertão: Veredas! Que palavra poderia definir esta perfeita obra do nosso saudoso João Guimarães Rosa? Como explicar o grande poeta que Rosa foi e sempre será para nós?    
Grande Sertão: Veredas é sem dúvidas, uma das mais importantes obras presentes na nossa literatura brasileira, sua forma original, sua linguagem, seus traços estilísticos, a forma como se foi dado cada momento da obra, à torna simplesmente encantadora. GSV[1] é um romance que veio para marcar a nossa literatura brasileira. Publicado em 1956, o romance roseano tem a perfeita e interessante dimensão, são 600 páginas e não tem capítulos. O grande Rosa, trouxe para sua obra GSV os traços linguísticos presentes no modernismo, mas não deixou de lado os traços temáticos regionais, tornando-a assim, uma obra inovada.   
Grande Sertão: Veredas  trata-se de uma bela narrativa, com a predominância de um dialogo monologo, em que Riobaldo, o protagonista da obra Roseana, relata  suas aventuras vividas em sua época de jovem jagunço, e entende-se que ele conta essas histórias para um conhecido doutor que chega para visita-lo em sua fazendo, onde ele mora desde que abandonou sua vida de lutas como jagunço. 
Na obra é narrado à história da jagunçada que Riobaldo fazia parte, e juntamente com essas histórias de lutas, o grande amor que existe entre Riobaldo e Diadorim toma conta de toda a história. Diadorim era uma moça filha de fazendeiro (Joca Ramiro), e que se vestia de homem para poder lutar juntamente com o bando de Riobaldo, em que ela chegou a torna-se “braço direito” quando ele assumiu o comando do bando.
Em GSV, p sertão é o palco principal em que Guimarães faz “o mundo” que se passa todo enredo. Desde o local de encontro de Riobaldo e Diadorim, até as veredas que são mencionadas como local onde ocorre um pacto com o diabo ( Lendo, tudo é esclarecido, uma boa sugestão para instigar o desejo de vocês lerem a obra). Esses espaços criados nesse “mundo roseano” que é o sertão, é possível encontrarmos morte, limitação de forças, desejo de vinganças, conquistas, derrotas, certezas, dúvidas, medos, esperanças, desilusões, Deus, demônio, bem, mal, realidade, ficção, e principalmente batalhas tanto carnais, como sentimentais, Amor e ódio, mas tudo vivenciado e criado com o alvo de proporcionar a nós leitores, o grande e precioso trabalho do nosso querido João Guimarães Rosa.    



Grande Sertão: Veredas não é a única obra de João Guimarães Rosa, mas posso afirmar que é a mais bela de todas, são batalhas e amores, sãos linguagem e ditados, é um mundo imaginado que tem tudo haver com o mundo real, é um verdadeiro circulo de descobertas e encantamentos. Vale muito apena ler, muito mesmo. 

Para reflexão, nada melhor do que um pouco do GSV do nosso Rosa:
“O senhor... Mire veja: o mais importante e bonito, do mundo, é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas - mas que elas vão sempre mudando. Afinam ou desafinam. Verdade maior (GSV, 2001, p. 39).”



Abraços, Nanda' Figueirêdo.


Fonte de ajuda para escrever: Apostila recebida em aula no meu curso de Letras e leitura da obra. :)

[1] GSV: Grande Sertão: Veredas.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Palavras não são apenas palavras

O que são as palavras? Ah! As palavras são poderosas armas, e que se soubermos usa-las, elas podem tornassem verdadeiras aliadas. As palavras muitas vezes nos fazem enxergarmos a alma, compreender  tudo o que nos cerca, e ainda continuam ali, paradas, porém, fazendo nossa mente girar feito roda. As palavras têm o poder de mudar situações, momentos e até mesmo rumos de vidas. Elas são a melhor arma de um escritor, melhor ou não, amiga de um leitor, psicólogo perfeito para a dor, e até mesmo  inexplicável cura para o Amor. E quem usa as palavras com sinceridade é aquele escritor que existe dentro de cada um de nós, afinal, escritor não é só aquele que já escreveu vários livros, nem aquele que está sempre na mídia. Escritor é aquele que enxerga as palavras como se fossem almas, como se fossem amigas, como se fossem essenciais, e no final acabam concluindo que na verdade elas são.
 

-Nanda Figueiredo