João Guimarães Rosa, um mestre que me inspira. E hoje um pouco sobre sua obra mais linda: Grande Sertão: Veredas.
Grande Sertão: Veredas! Que palavra poderia definir esta perfeita obra do nosso saudoso João Guimarães Rosa? Como explicar o grande poeta que Rosa foi e sempre será para nós?
Grande Sertão: Veredas! Que palavra poderia definir esta perfeita obra do nosso saudoso João Guimarães Rosa? Como explicar o grande poeta que Rosa foi e sempre será para nós?
Grande
Sertão: Veredas é sem dúvidas, uma das mais importantes obras presentes na
nossa literatura brasileira, sua forma original, sua linguagem, seus traços estilísticos,
a forma como se foi dado cada momento da obra, à torna simplesmente
encantadora. GSV[1] é um romance que veio para
marcar a nossa literatura brasileira. Publicado em 1956, o romance roseano tem
a perfeita e interessante dimensão, são 600 páginas e não tem capítulos. O
grande Rosa, trouxe para sua obra GSV os traços linguísticos presentes no
modernismo, mas não deixou de lado os traços temáticos regionais, tornando-a
assim, uma obra inovada.
Grande
Sertão: Veredas trata-se de uma bela
narrativa, com a predominância de um dialogo monologo, em que Riobaldo, o
protagonista da obra Roseana, relata
suas aventuras vividas em sua época de jovem jagunço, e entende-se que
ele conta essas histórias para um conhecido doutor que chega para visita-lo em
sua fazendo, onde ele mora desde que abandonou sua vida de lutas como
jagunço.
Na
obra é narrado à história da jagunçada que Riobaldo fazia parte, e juntamente
com essas histórias de lutas, o grande amor que existe entre Riobaldo e Diadorim
toma conta de toda a história. Diadorim era uma moça filha de fazendeiro (Joca
Ramiro), e que se vestia de homem para poder lutar juntamente com o bando de
Riobaldo, em que ela chegou a torna-se “braço direito” quando ele assumiu o
comando do bando.
Em
GSV, p sertão é o palco principal em que Guimarães faz “o mundo” que se passa
todo enredo. Desde o local de encontro de Riobaldo e Diadorim, até as veredas
que são mencionadas como local onde ocorre um pacto com o diabo ( Lendo, tudo é
esclarecido, uma boa sugestão para instigar o desejo de vocês lerem a obra).
Esses espaços criados nesse “mundo roseano” que é o sertão, é possível
encontrarmos morte, limitação de forças, desejo de vinganças, conquistas,
derrotas, certezas, dúvidas, medos, esperanças, desilusões, Deus, demônio, bem,
mal, realidade, ficção, e principalmente batalhas tanto carnais, como
sentimentais, Amor e ódio, mas tudo vivenciado e criado com o alvo de proporcionar
a nós leitores, o grande e precioso trabalho do nosso querido João Guimarães
Rosa.
Grande
Sertão: Veredas não é a única obra de João Guimarães Rosa, mas posso afirmar
que é a mais bela de todas, são batalhas e amores, sãos linguagem e ditados, é
um mundo imaginado que tem tudo haver com o mundo real, é um verdadeiro circulo
de descobertas e encantamentos. Vale muito apena ler, muito mesmo.
Para
reflexão, nada melhor do que um pouco do GSV do nosso Rosa:
“O
senhor... Mire veja: o mais importante e bonito, do mundo, é isto: que as
pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas - mas que elas vão
sempre mudando. Afinam ou desafinam. Verdade maior (GSV, 2001, p. 39).”
Abraços, Nanda' Figueirêdo.
Fonte de ajuda para escrever: Apostila recebida em aula no meu curso de Letras e leitura da obra. :)
Fonte de ajuda para escrever: Apostila recebida em aula no meu curso de Letras e leitura da obra. :)
[1]
GSV: Grande Sertão: Veredas.